Em resumo
Hoje, Patricia faz o que a Holybiz promete. Ela entra na sua empresa, entende como o dinheiro entra e onde ele trava, desenha a máquina de vendas e não te entrega um plano encadernado: entrega a máquina funcionando, com um time de agentes cuidando do repetitivo e você no comando do resto.
Ela pode fazer isso porque já esteve dos dois lados. Onze anos construindo os sistemas que uma operação de verdade usa para vender, oito deles dentro da Tupy (a maior fundição da América Latina), onde a carteira comercial do mercado interno e do externo era responsabilidade dela. Depois cofundou a Sizebay: escreveu o primeiro algoritmo, vendeu para os primeiros clientes com as próprias mãos e cuidou das vendas enquanto a empresa se internacionalizava rumo à Europa. Saiu em 2019, em um exit estratégico.
Desde então, centenas de pequenas empresas passaram pelas mãos dela: na Pitada Criativa, a consultoria que fundou com Janderson, e sob o credenciamento do SEBRAE (a agência nacional brasileira da pequena empresa) que ela conquistou depois de uma validação exigente. Empresa que já existe recebe a máquina de vendas. Quem chega com uma ideia recebe o outro ofício, o que ela pratica desde que a Sizebay era uma: validar, da ideia ao modelo de negócio, do modelo à empresa. O momento favorito é o mesmo nos dois: o dono para de empurrar a venda sozinho e vê a própria máquina girar.
Fazer existir. Um algoritmo, um processo de vendas, um modelo de negócio: ela já construiu cada um do zero, mais de uma vez. A briga dela segue sendo a simplicidade, o menor sistema que funciona de verdade, pelo que um sistema funcionando compra. O dono recupera a semana, e ela vai para onde a Patricia acredita que pertence: a família, a vida que o negócio deveria pagar, não substituir.
A história, passo a passo
Cofundadora da Holybiz
Desenhada em Austin para oferecer às empresas americanas o que centenas de brasileiras já tinham vivido: entender o negócio, desenhar a máquina de vendas e, em vez de deixar um documento, deixar um time de agentes trabalhando nela. Desde então, ela apoia pequenas empresas no Brasil e nos Estados Unidos e faz mentoria para empreendedoras: as que constroem a empresa, não apenas trabalham nela.
De volta à Pitada Criativa
O exit foi uma volta às origens. A Pitada Criativa, descansando desde o aporte, acordou, agora com tudo o que a Sizebay tinha ensinado. O SEBRAE, a agência nacional brasileira da pequena empresa, valida cada consultor antes de deixá-lo atender. Ela passou. Os anos seguintes foram de ensinar centenas de pequenas e médias empresas e startups brasileiras a colocar esses aprendizados em prática, e nunca no formato palestra-e-vai-embora: metodologia de vendas implantada dentro do cliente, CRM conectado e rodando, produtos de consultoria que ela mesma desenvolveu, ideias levadas a modelo de negócio, mentorias em edições do Techstars Startup Weekend, onde um time tem 54 horas para fazer um negócio existir. Em 2022 ela se mudou para os Estados Unidos. O trabalho não: o SEBRAE e as empresas brasileiras seguiram com ela, à distância.
Sizebay: o plano, as vendas, a Europa, o exit
Um terceiro sócio se juntou aos dois, e a ideia virou a Sizebay. Ela escreveu o plano que a tornou apresentável, inscreveu a empresa em editais, escreveu código e construiu o primeiro algoritmo de validação e o primeiro banco de dados. A primeira venda foi dela. Quando o aporte chegou, a Pitada foi descansar e a Sizebay tomou os dias, e ela foi para onde a fase pedia: rodou o comercial com dois vendedores ao lado, passou pelo customer success, segurou uma parte do financeiro, levou a Sizebay a eventos e conquistou espaço na mídia brasileira. Ajudou na internacionalização: Portugal em 2019, o primeiro aporte europeu no mesmo ano. Saiu naquele ano, em um exit estratégico.
Pitada Criativa, com Janderson
A primeira empresa dela, fundada com seu parceiro Janderson: marketing digital, e-commerce e inovação. Os dois tocaram a Pitada juntos até 2014. A essa altura, uma ideia que crescia ali dentro já pedia uma empresa própria.
Tupy: a carteira comercial era dela
Passou os primeiros anos diagnosticando o que quebrava na logística e nas vendas, e construindo o que o ERP sozinho não entregava. A Tupy (a maior fundição da América Latina) a contratou do fornecedor para seguir fazendo isso como analista de negócios. A carteira comercial do mercado interno e do externo virou responsabilidade dela, e ela construiu os sistemas por onde a venda passava: do pedido ao faturamento, do contrato à exportação, do estoque ao imposto. Oito anos vendo uma operação real quebrar, em escala industrial, por dentro.
Totvs (a maior empresa de software da América Latina): a fábrica, depois o chão do cliente
Contratada para a fábrica de software, escrevendo código sob medida no ERP da Totvs. Depois enviada à Tupy como desenvolvedora e, na sequência, como líder de projetos, ligando o ERP ao software que gerencia o comércio exterior.
O primeiro código: Delphi, C++, Oracle
Na Softflex e na Gesplan, duas casas de software de gestão, construiu os módulos que os clientes rodavam: ensino e atendimento em uma, orçamento na outra, até o banco de dados por baixo. Antes de vender sistemas, ela os escrevia.
O mercadinho da família
Vender veio primeiro, atrás do balcão do mercado da família. Um ofício aprendido com pessoas, não com um framework, que é como ela ensina até hoje.















